Dia do Cinema Brasileiro: confira 5 filmes para mergulhar na cultura nacional


Comemorado em 19 de junho, o Dia do Cinema Brasileiro homenageia os primeiros registros cinematográficos realizados no Brasil em 1898, pelo italiano Affonso Segreto. Recém-chegado da França, o cineasta, encantado, gravou imagens do Rio de Janeiro com os equipamentos que trouxera de viagem, originando o pioneiro do cinema nacional “Uma vista da Baia de Guanabara”. Mesmo com a contestação de alguns historiadores, que acreditam que existam registros anteriores utilizando o modelo de cinematógrafo de Thomas Edison, a data foi abraçada pela sociedade brasileira e é comemorada anualmente. 

Continua após a publicidade..
Crédito: Freepik

Ainda que reconhecido, o cinema brasileiro está longe de ter a valorização que merece em comparação à filmes internacionais. Mesmo com mostras em cinemas (geralmente menores e de rua) e a inclusão de filmes e séries nacionais em streamings, sua audiência ainda não se compara à de produções estrangeiras.  

Neste sentido, Eloy Gustavo de Souza, professor de Língua Portuguesa do Curso Anglo, comenta que o cinema brasileiro se faz com filmes voltados para a nossa realidade. “Se quisermos ter o cinema não apenas como um meio de desfrute, mas também de reflexão da realidade sociocultural do país, precisamos estender as mãos e dirigir o olhar para os nossos filmes”, destaca o professor. 

Com o poder de levar o espectador a reflexão, a Sétima Arte é muitas vezes o caminho para ilustrar debates relevantes para a sociedade, dando voz e representatividade a lutas socialmente excluídas. No Brasil, obras como “Doutor Gama” (2021) e “Hoje eu quero voltar sozinho” (2014) abordam, respectivamente, pautas raciais e a questão da homossexualidade e do capacitismo. “Produções como essas são essenciais para a compreensão da sociedade brasileira, podendo, inclusive, servir de material para estudos, principalmente em relação aos vestibulares”, ressalta o docente 

Continua após a publicidade..

Pensando nisso, Eloy Gustavo de Souza separou cinco dicas de filmes nacionais que discutem temas diversos para o estudante assistir durante as férias e de quebra aumentar o repertório para os principais vestibulares do país e Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Confira abaixo:  

  1. As Canções, de Eduardo Coutinho – 2011 


O documentário do cineasta e jornalista paulistano reúne o depoimento de 18 brasileiros, das mais variadas realidades, sobre o impacto de clássicos da música nacional em suas histórias. Apresentando esses personagens e abordando suas vidas, o filme traz em alto grau a diversidade cultural e social do país.

2.  Como nossos pais, de Laís Bodanzky – 2017

Com o título inspirado na composição de Belchior que ganhou vida na voz de Elis Regina, o filme aborda as relações familiares, mais especificamente uma tensa, ainda que amorosa, relação entre mãe e filha. Dirigido por uma mulher, a produção ressoa com problemas e o papel estereotipado de mulheres de uma classe média intelectualizada.

3. Eles não usam Black Tie, de Leon Hirszman – 1981

Ilustrando a classe operária brasileira, o filme conta a história de militante sindical que organiza uma greve contra as práticas exploradoras da metalúrgica em que seu filho trabalha. Protagonizado por Fernanda Montenegro e lançado durante a Ditadura Militar, o filme ilustra um período importante da luta trabalhista no Brasil.

4. Pixote, a lei do mais fraco, de Hector Babenco – 1980

Após fugir do reformatório, um menino de 11 anos se vê sozinho nas ruas, tendo que lutar por sua sobrevivência. Quando preso, o menor aprendeu os mais variados crimes por conviver com meninos mais velhos, e assim vive no Rio de Janeiro atuando como traficante, assassino e, até mesmo cafetão. A emocionante história nos faz refletir sobre a desigualdade social e a realidade do sistema carcerário para menores infratores.

5. Pra frente, Brasil, de Roberto Farias – 1982

O ano era 1970 e o Brasil todo vibrava pela conquista de mais uma copa do mundo, mas a realidade do país não era a mais alegre. No sexto ano do golpe militar e dois após o AI-5, ao ser confundido com um ativista político, um homem de classe média é preso e torturado. A obra aborda brilhantemente a crueldade da Ditadura Militar, instigando a justiça por todos aqueles que tiveram esse mesmo destino.

Fonte:

PUBLICIDADE