Nesta época de calor e de chuvas, as medidas de prevenção contra o Aedes aegypti devem ser reforçadas. Neste ano, já foram registrados, em Congonhas, sete casos notificados de dengue, que aguardam resultados de exames laboratoriais. Em 2018, o município registrou 57 casos, sendo apenas três positivos. A população deve continuar fazendo a sua parte, eliminando recipientes que podem acumular água e contribuindo para evitar a proliferação do mosquito, que também transmite a Chikungunya e o Zika Vírus.

A prefeitura, por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde, tem monitorado a infestação do inseto na cidade. O Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado no início deste mês, apontou para um Índice de Infestação Predial de 1,4%, considerado de médio risco pelo Ministério da Saúde. Foram fiscalizados 769 imóveis e encontrados 11 focos positivos do mosquito transmissor da dengue, Chikungunya e Zika Vírus. Já em relação ao Aedes albopictus (que também transmiti as mesmas doenças), a porcentagem foi de 0,5%, sendo que foram encontrados apenas quatro focos.

O LIRAa é realizado pelos agentes de combate às endemias, que investigam os focos de infestação e fazem o levantamento dos criadouros predominantes. Com base nesses dados, é definido o Índice de Infestação Predial, que possibilita a intensificação das ações de combate à dengue nos locais com maior presença do mosquito Aedes aegypti.

A prevenção contra o Aedes aegypti deve ser feita com a eliminação de objetos que podem acumular água. Em apenas 10 minutos por semana, é possível limpar os principais criadouros e interferir no desenvolvimento do vetor, já que seu ciclo de vida leva de 7 a 10 dias. Essa simples ação impede que ovos, larvas e pupas do inseto cheguem à fase adulta, diminuindo a transmissão das doenças.