Morre Coroinha, o cão que ficou famoso em Lafaiete por participar das missas na Matriz

As missas na Matriz de Nossa Senhora da Conceição em Conselheiro Lafaiete não serão mais as mesmas sem o cão que conquistou a cidade. Morreu neste sábado,07/09, o cão Coroinha que ficou famoso na cidade por participar das celebrações na matriz e das procissões na paróquia.

Coroinha, o cão mais famoso de Lafaiete vai deixar saudades.

Em janeiro deste ano, o cão foi atropelado na rua Melo Viana, próximo ao Banco do Brasil, no Centro da cidade. O proprietário do veículo que o atropelou prestou socorro e levou o animal para um clinica veterinária. Coroinha teve hemorragia e passou por tratamento. Após um período de internação, o cão voltou para rua, mas de uns tempos para cá se apresentava bastante debilitado e parecia cansado.

Neste sábado, o cão não estava bem, gemia de dor e foi encaminhado para ao veterinário de plantão. Com a situação grave e não tendo o que fazer para salvá-lo, o veterinário poupou o sofrimento de Coroinha optando pela eutanásia. O cão não tinha tutor, porém era cadastrado no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e vacinado. Era classificado como “comunitário” desde 2013, e tinha três pontos fixos de alimentação.

Em diversas ocasiões o padre José Maria Coelho da Silva brincou com a presença de Coroinha nas celebrações da Matriz. O cão fazia questão de ficar no altar da igreja, bem próximo ao padre. Coroinha também acompanhava procissões e já até seguiu peregrinos em uma caminhada para Congonhas durante o Jubileu.

Ao tomar conhecimento da morte do cão, o padre não escondeu a tristeza. “Nem tudo será mais igual já foi um dia. Nosso Coroinha morreu…. bate no peito um vazio estranho, chega mesmo a ser esquisito. Um dia teríamos que passar por isso… esse dia chegou como tantos gostariam de dizer: virou uma estrelinha no céu… e que estrela…. uma linda estrelinha. Nem tudo será como antes. Ficam as inesquecíveis fotos de um sapequinha que adorava debruçar-se, para a gente coçar sua barriga. Nunca vou me esquecer do dia em que cheguei ao escritório e a secretária me disse que havia “alguém” já me esperando…. na minha sala…… entrei e lá estava ele,  todo garboso, sentado, esperando meu afago e carícias…. terá vindo retribuir-me as visitas que lhe fiz, quando esteve internado, recuperando-se da estupidez humana, que lhe desferiu um golpe, quase rachando-lhe a testa. Aquele meu descanso na praia foi dos mais chatos e tristes que eu tive…. ali tomei consciência da importância daquele cachorro em nossas vidas…. um “au-au” de tristeza e de saudade para você, Coroinha”, disse o padre José Maria.