Estado confirma permanência da Macrorregião Centro-Sul na Onda Vermelha e quatro regiões avançam

A Macrorregião de Saúde Centro-Sul continuará na Onda Vermelha do plano Minas Consciente.. Os resultados das medidas restritivas impostas pela Onda Roxa em Minas Gerais já podem ser sentidos na prática. Nos últimos 14 dias, o estado teve queda de 38% na incidência da Covid-19. Na última semana, a redução foi de 13%.

A melhora nos indicadores possibilitou que, após 45 dias em fases mais restritivas, quatro macrorregiões avancem para a Onda Amarela do plano Minas Consciente, permitindo medidas mais flexíveis para abertura do comércio e outras atividades.  A decisão foi tomada nesta quinta-feira (29/4) pelo Comitê Extraordinário Covid-19, grupo que se reúne semanalmente para avaliar o avanço da pandemia no estado. As regiões Norte, Triângulo do Norte, Vale do Aço e Jequitinhonha poderão seguir as normas da Onda Amarela a partir de sábado (1/5), após publicação no Diário Oficial de Minas Gerais.

Também avançam para a Amarela as microrregiões de Curvelo, Patos de Minas, João Pinheiro, Carangola, Muriaé, Ubá, Cássia/Passos, Piumhi e São Sebastião do Paraíso. As localidades apresentaram quedas sustentadas na positividade e na incidência, além de redução na espera por leitos. A macrorregião Nordeste também teve melhora nos indicadores e avançou para Onda Vermelha do Minas Consciente. Assim, nenhuma região mineira se encontra na Onda Roxa, criada como medida emergencial em março para restabelecer a capacidade assistencial do sistema de Saúde.

Melhora

O governador Romeu Zema ressaltou que, embora ainda seja extremamente necessário manter os cuidados sanitários para evitar a propagação do vírus, o cenário é de melhora em todo o estado e reflete o esforço dos mineiros nas últimas semanas.

“As medidas restritivas da onda roxa foram penosas para todos, mas o nosso esforço, agora, aparece na queda considerável na incidência e no número de internações. Isso se refletirá, nas próximas semanas, em queda no número de óbitos, que é o principal objetivo”, disse.

O secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, afirmou que a positividade também caiu nas últimas semanas, assim como a pressão por leitos. Atualmente, o percentual de pessoas com sintomas gripais que testam positivo para covid-19 é de 39%. O número chegou a cerca de 50% no último mês. Já a fila de espera por um leito de UTI caiu de 211, no dia 22/4, para 179 nesta quinta-feira.

“Essa queda demonstra que o vírus está circulando menos na sociedade. Tivemos queda consistente no número de novos casos. Os dados indicam que o nosso pico foi no dia 15/4 e a onda roxa foi fundamental para que não tivéssemos uma alta muito pior do que a que vivenciamos”, defendeu.

Municípios

As cidades com menos de 30 mil habitantes também apresentaram queda na incidência da covid-19 por duas semanas seguidas. Nesta quinta (29/4), 75 municípios tiveram incidência abaixo de 50 casos para 100 mil habitantes e podem progredir automaticamente de onda, independentemente da situação da região em que se encontram.

Vale lembrar que nenhuma macro ou microrregião pode sair da onda roxa diretamente para a onda amarela, sendo necessário, obrigatoriamente, passar pelo menos uma semana seguindo as medidas da onda vermelha.  

Atualmente, 670 municípios estão aderidos ao Minas Consciente, o que representa quase 79% do estado, contemplando 12,5 milhões de mineiros.

Cirurgias eletivas

Durante a reunião do Comitê Executivo Covid-19, nesta quinta-feira, também ficou decidido que as cirurgias eletivas continuarão suspensas até o dia 30/6, seguindo os moldes da onda roxa, até que haja estoque de medicamentos e anestésicos necessários para a intubação.

O grupo estuda a possibilidade de retorno gradual durante esse período, permitindo, por exemplo, aquelas cirurgias que não utilizam os medicamentos do kit intubação.

O secretário de Saúd também lembrou que Minas tem recebido insumos e que é possível que, antes desse período, o Estado consiga restabelecer um estoque seguro de medicamentos. “Nos próximos dias, vamos receber, por exemplo, cerca de 120 mil ampolas de sedativo, o que já nos ajuda a ter mais segurança”, afirmou.

Fonte: Agência Minas