Terá início nesta segunda-feira, 20/7, em Catas Altas da Noruega o Jubileu de Nossa Senhora das Graças, uma as festas religiosas mais tradicionais da região. Às 18h, haverá carreta com a imagem da santa saindo do trevo da entrada da cidade.

Às 19h, missa e novena no adro do Santuário de Nossa Senhora das Graças. Até o dia 28/7, haverá novena sempre às 19h com a participação de vários padres da Arquidiocese de Mariana, movimentos religiosos e pastorais. Todas as noites, após a celebração haverá apresentações culturais.
O ponto alto da festa será no dia 29/7, data em que se comemora os 77 anos da milagrosa queda da imagem de Nossa Senhora das Graças de um avião que sobrevoava a cidade de Catas Altas da Noruega em 1949. Neste dia, às 4h30, caminhada de fé saindo do Santuário até o Recanto das Graças. Às 8h, missa no Recanto das Graças.
Às 9h30, reza do terço no adro do Santuário de Nossa Senhora das Graças. Às 10h, missa solene e bênção para todos os devotos e romeiros. Às 12h, almoço no adro do Santuário. Às 15h, consagração à Nossa Senhora. Às 16h30, reza do terço. Às 19h, missa presidida pelo bispo da Diocese de São João del-Rei, Dom José Eudes Campos do Nascimento. Em seguida, procissão pelas ruas com a imagem de Nossa Senhora das Graças.
A santa que caiu do céu
No dia 29 de julho de 1949, a população de Catas Altas da Noruega foi às ruas para ver um avião e o rastro de fumaça deixado por onde passava. Junto com ele, uma chuva de papel, que mais tarde descobriram serem mercadorias arremessadas do avião em pane. Era um avião da Cia. Itaú Transportes Aéreos que saiu do Rio de Janeiro com destino a Belém do Pará e transportava pneus, máquinas de escrever, geladeiras, rolos de tecidos, sapatos e medicamentos.

Na cidade, o pároco, padre Luiz Gonzaga Pinheiro, preparava as festividades do padroeiro São Gonçalo do Amarante para o dia seguinte e estava preocupado que a imagem encomendada de Nossa Senhora das Graças ainda não havia chegado para compor os festejos e sair na solene procissão.
A imagem não chegou da forma encomendada nas mãos do padre. No avião, como parte de sua carga, encontravam-se também três imagens sacras. Com a queda, duas ficaram irreconhecíveis já a terceira, intacta sobre o cascalho, a pequena e singela imagem de Nossa Senhora das Graças foi encontrada por lavradores iniciando assim a devoção.
A imagem foi doada à paróquia e ocupa lugar de honra na igreja elevada à Santuário. O avião sem combustível aterrissou na Pampulha. Desde então, a cidade que respira a história da santa que caiu do céu, repetida na entrada da cidade com o Monumento à Padroeira e no Recanto das Graças, local onde a imagem foi encontrada.
















