Multidão manifestou sua devoção ao Bom Jesus no Jubileu de Congonhas

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Milhares de pessoas passaram pelo Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas entre os dias 07 e 14 de setembro. De acordo com a comissão organizadora responsável pela coordenação logística do Jubileu, o período de celebrações religiosas transcorreu sem o registro de grandes ocorrências, permitindo a congonhenses e romeiros usufruírem da melhor forma possível das festividades.

Esta comissão, composta por servidores municipais, nomeada pelo prefeito Zelinho e presidida pela secretária da Fazenda, Vilma Moura, lembra ainda que a chamada ressaca do Jubileu se encerra nesta terça-feira, 17 de setembro. Na quarta-feira, toda a estrutura será desmontada e a prestação de serviços, desmobilizada

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Os finais de semana de início e encerramento do Jubileu registraram multidões formadas por congonhenses e turistas religiosos passando pelo Santuário do Senhor bom Jesus de Matosinhos. Subir e descer a ladeira, como encontrar um lugar para participar das missas se tornaram tarefas difíceis em algumas ocasiões. Boa parte deste público também passou pelo Museu de Congonhas, que tem entrada gratuita até o dia 22.

Romeiros

Bárbara Maria de Fátima Ferreira, de 66 anos, de Santana do Jacaré, cidade do Sul de Minas, vem ao Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos desde 1970. “Naquela época, a forma disponível de transporte era o caminhão, então subísamos na carroceria lá às 21h e chegávamos às 6h do outro dia. O que nos movia antes e que nos move agora é a fé. Uma vez, em 1974, ouvi uma confissão diante do palanque que fez minha fé crescer muito. Uma senhora disse, ao microfone, que, sem o Bom Jesus, não poderia viver, porque Ele é vida para ela. Sendo assim, já estou pronta voltar aqui novamente o ano que vem”, afirmou a romeira, que depois de visitar Congonhas nas primeiras vezes, iniciou uma peregrinação por outras cidades, onde há grande também há devoção, como Nazarerno, Três Pontas, Aparecida, Canção Nova, Valinhos e Trindade. Ela pretende conhecer ainda Bom Jesus da Lapa.

Quando indagada pela reportagem sobre as diferenças e similaridades do Jubileu de ontem e o de hoje, afirma: “Percebo uma grande melhora na estrutura da cidade, mudou muito pra melhor, o início era difícil. Para nós, romeiros, não tinha banheiro, água, nem pra vender. A gente ia pra igreja e ficava lá o tempo inteiro. Quanto à religiosidade das pessoas, continua bem fervorosa”.

Já a ministra da Eucaristia, Edice Rezende Garcia Amorim, de Santa Bárbara do Tugúrio, na região de Barbacena, esteve acompanhada dos irmãos em Congonhas. “Vim a Congonhas para alcançar uma graça, que é um emprego para meu filho recém-formado. Ele ainda está desempregado. Chamei meus irmãos para vir comigo. Eu já havia vindo aqui há muitos anos. Eu voltarei para agradecer pela vida ao Bom Jesus, ele conseguindo um trabalho ou não”, assegurou..

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