Com crescimento de morcegos transmissores da raiva, Lafaiete convoca veterinários à se vacinarem

A Secretaria Municipal de Saúde de Conselheiro Lafaiete por meio do Centro de Controle de Zoonoses, emitiu nota diante do crescente número de colônias de morcegos em na cidade. Algumas espécies destes animais são os principais reservatórios e transmissores da raiva. Visto isso, é de extrema importância que toda população tenha conhecimento sobre a doença.

Foto: ilustrativa

Em detrimento dos últimos acontecimentos, a Prefeitura Municipal convoca os médicos veterinários para que procurem colocar a vacinação para raiva em dia, como medida de profilaxia a ser tomada como orientações do Ministério da Saúde, Superintendência Regional de Saúde de Mina Gerais e Secretaria Municipal de Saúde de Conselheiro Lafaiete.

O local onde há disponibilidade para realizar o protocolo vacinal pré-exposição humano em Conselheiro Lafaiete é na Central de Vacinação Municipal, situado na Avenida Dom Pedro II, 178, São Sebastião. Em caso de acidentes envolvendo mordedura e arranhadura de animais, o local a ser procurado para atendimento é a Policlínica Municipal. O médico veterinário deverá estar com sua Carteira de Registro no Conselho de Medicina Veterinária, cartão do SUS e cartão de vacina. Em caso de já ter realizado algum protocolo de vacinação antirrábica anteriormente, deverá fazer a sorologia e apresentá-la para aplicação do protocolo correto.

Se faz necessário reforçar ainda os cuidados com relação a utilização de EPIs em casos de animais suspeitos para a doença. É uma doença de notificação obrigatória que deve ser realizada imediatamente ao Centro de Controle de Zoonoses quando diagnóstico confirmado para Raiva de qualquer animal, seja ele de grande porte, pequeno porte, silvestre.

Para casos de animais suspeitos, deve ser realizado acompanhamento médico veterinário do paciente em um período mínimo de 10 dias. Não é aconselhável realizar, sob nenhuma hipótese em caso de animal suspeito para raiva, a eutanásia mesmo que seja um estado terminal devido aos riscos de contaminação humana.

Se o óbito for confirmado, o animal deve ser encaminhado embalado com dois sacos plásticos, preferencialmente congelado e lacrado com fita adesiva e em caixa de isopor com gelox ao Centro de Controle de Zoonoses com o documento de identificação preenchido corretamente com todos os dados necessários.

Deve-se orientar o tutor responsável a procurar o setor público de saúde (Policlínica Municipal) para mais esclarecimentos em caso de contato ou acidentes por mordedura ou arranhadura de animais suspeitos ou diagnosticados com raiva para realizar protocolos de profilaxia juntamente com o CCZ e Secretaria Municipal de Saúde.