Entidade de Lafaiete faz apelo e alerta sobre lei que proíbe fogos com estampidos

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Durante o Réveillon, a soltura de fogos de artifício para saudar o novo ano é comum durante as comemorações. Porém, os barulhos provocados por fogos de artifício com alto impacto sonoro podem causar crise e medo em animais, bebês, idosos e principalmente pessoas com autismo.

Foto: Agência Brasil

Desde 2020, uma legislação municipal de autoria do vereador Fernando Bandeira proíbe a soltura de fogos de artifícios com alto impacto sonoro em Conselheiro Lafaiete. A lei permite apenas a soltura de itens com efeito visual silencioso. Quem for pego soltando fogos de estampido e artifícios pode sofrer sanções como Advertência e multa, com base no valor de 15 UFMs (Unidades Fiscais do Município) equivalente à R$ 2.634,00 para pessoas físicas, podendo haver reincidência.

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A Associação de Mães Unidas pela Pessoa com Deficiência (Amupd) faz um apelo para que haja bom senso na hora de comemorar a virada do ano. A diretora da entidade, Márcia Viana afirmou que o brilho dos fogos encanta as pessoas, mas o barulho esconde uma realidade dolorosa para muitos. Segundo ela, para pessoas autistas, o estrondo não é apenas um som, mas uma agressão física que causa crises de ansiedade, pânico e desorientação sensorial extrema.

Márcia alerta que para pessoas idosas e com deficiência, o susto por conta do barulho dos fogos pode ser perigoso para a saúde do coração. “E não para por aí. Os nossos animais de estimação e da fauna silvestre sofrem com medo, fugas desesperadas e até paradas cardíacas”, lembrou a diretora. A Amupd orienta que a alegria de uns não precisa ser o sofrimento de outros. É necessário celebrar a chegada de 2026 com empatia e na hora de soltar fogos escolher aqueles que colorem o céu de forma silenciosa.

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