Morreu na madrugada deste sábado, 12/01, a cadela que havia sido atropelada por uma caminhonete na MG-482, no bairro Gigante em Conselheiro Lafaiete. O drama vivido pelo animal comoveu populares que passavam pelo local no fim da tarde da quinta-feira, 10/01.

O condutor do veículo não parou dar assistência a cadela que foi socorrida com a ajuda de populares e encaminhada a uma clínica veterinária. O pré-exame realizado pelo veterinário constatou que o animal havia sofrido fratura exposta, além de sangramento. Diante do quadro apresentado, o animal precisava de uma cirurgia que custaria em torno de R$ R$2.000.00.

Uma campanha mobilizou as redes sociais com o objetivo de arrecadar a quantia necessária para o procedimento. As doações chegaram a quase mil reais. Com quadro de saúde grave, neste sábado a cadela seria transferida para Belo Horizonte onde seria feita a cirurgia, mas o animal não resistiu e morreu.
Ações
Apesar a tristeza pela perda da cadela, o grupo que realizou a campanha com o objetivo de salvá-la ganha incentivo para realizar ações em de defesa dos amimais de rua em Conselheiro Lafaiete. Mesmo entristecidos, voluntários que mobilizaram as redes sociais em busca de doações disseram que o trabalho deve continuar.
Regiane Rodrigues que esteve a frente da campanha em prol da cadela, agradeceu a todos que colaboraram e afirmou que as despesas com a clinica onde o animal ficou internado custaram R$ 380 reais. O dinheiro arrecadado será usado no pagamento e o restante vai ser empregado em ações em prol dos animais, principalmente aqueles que vivem em situação de rua.
Também comovida com a morte da cadela, a veterinária Carla Sássi disse que o animal atropelado teve a sorte de ser socorrido e tratada com dignidade por pessoas que realmente se importaram com ela. A veterinária lembrou que em Conselheiro Lafaiete funciona a Ong Alpa, fundada em 1999 e atua em parceria com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e o Ministério Público. “Como podem ver, mais do que doação em dinheiro, a proteção animal precisa de ajuda humana. Com um pouquinho de tempo disponível para enxergar os animais com outros olhos. O trabalho vai muito além do que tirar um animal da rua. Temos que trabalhar para que ele não seja abandonado e isso só com a educação e informação em ampla escala”, disse Carla Sássi.
















