Congonhas lembra os 256 anos da morte de Feliciano Mendes

Fé, devoção, história. O ermitão português de origem simples, de nome Feliciano Mendes, fundou, como retribuição a uma graça alcançada, uma das maiores peregrinações brasileiras: a dedicada ao Bom Jesus de Matosinhos, na cidade de Congonhas. Na segunda metade do século 18, Feliciano Mendes contraiu uma grave doença cujo nome não se sabe, mas que segundo a tradição teria sido motivada pelos árduos trabalhos de mineração.

Pela fé e preces do devoto ao Senhor de Matosinhos, a cura foi alcançada e, a partir daí, Feliciano passou a se dedicar inteiramente à construção da Igreja. Segundo a história de Feliciano, a igreja não era comum como as centenas que existiam espalhadas pela capitania das Minas, mas, um santuário, como os dois que existiam na região em que nasceu, nas proximidades de Braga, norte de Portugal – O Santuário de Braga e o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, nos arredores do Porto.

O morador Congonhense e escritor Domingos Teodoro Costa, autor do livro sobre Feliciano Mendes “Congonhas – Da fé de Feliciano à genialidade de Aleijadinho”, relata que a população possui uma dívida com o ermitão. “Feliciano Mendes idealizou e participou de boa parte da construção do Santuário. Só possuímos um Patrimônio Histórico Mundial por causa de sua obstinação e fé. Senão, teríamos nos transformado em uma cidade mineradora como outra qualquer”, afirma o escritor.

Hoje, 23 de setembro, relembramos os 256 anos da morte de Feliciano Mendes. A Prefeitura Municipal de Congonhas reconhece o grande feito deste devoto do Sr. Bom Jesus de Matosinhos.