Celebrações marcam seis anos do rompimento da barragem em Mariana

Caminhada em defesa dos atingidos realizada em novembro de 2015. Créditos: Arquivo Dacom
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Nesta sexta-feira, dia 05 de novembro, será realizada uma celebração em memória aos seis anos do rompimento da barragem de Fundão em Mariana, de responsabilidade das mineradoras Samarco, Vale e BHP Billiton. A Missa será presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Airton José dos Santos, às 16h, na Igreja Nossa Senhora das Mercês, localizada no antigo subdistrito de Bento Rodrigues.

Ainda, terá a participação do bispo auxiliar de Belo Horizonte e membro da Comissão Episcopal Especial para a Ecologia Integral e Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R.

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Além da celebração, na data, às 11h, será realizada uma manifestação na Praça Minas Gerais, em Mariana, um encontro dos atingidos que lutam em busca da justiça e que sofrem até hoje com as consequências do rompimento. Após o encontro, às 14h, os participantes são convidados a uma visita no antigo Paracatu de Baixo e para um outro ato no local onde está sendo realizado o novo reassentamento do distrito.

Os atos e a celebração foram organizados em parceria pela Comissão de Atingidos pela Barragem de Fundão de Mariana, Cáritas Brasileira Regional Minas Gerais, Arquidiocese de Mariana, Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) e pela Escola Família Agrícola Paulo Freire.

O rompimento

Ocorrido em 05 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão atingiu diretamente as comunidades de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, além de trazer consequências para todo município de Mariana e outras cidades do estado, como Barra Longa. Passados seis anos, ainda há prejuízos e consequências por todo território.

A Bacia do Rio Doce, atingida pelos rejeitos de mineração, permanece sem a recuperação do rio e de toda sua bacia hidrográfica, e a construção do novo Bento e do novo Paracatu continua em obras. A população segue na luta e na busca por justiça, direitos e destaca a longa demora de resposta ao rompimento, que teve cobertura nacional e causou grandes danos ambientais e socioeconômicos à região.

Fonte: Departamento Arquidiocesano de Comunicação

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