Construída a partir de 1734, a igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, um dos principais marcos da formação histórica e cultural de Congonhas, passou por novo serviço de conservação. Desta vez, foram realizadas pintura interna e ações complementares, viabilizadas com recursos do município, por meio de Emenda Impositiva de autoria da vereadora Patrícia Fernandes Monteiro, como também dos dizimistas. Desde o início da obra, a Diretoria de Patrimônio Histórico da Prefeitura de Congonhas realizou vistorias técnicas, com o objetivo de monitorar a execução dos serviços, que representam um importante investimento na preservação desse patrimônio.

Entre os serviços executados estão o lixamento e a higienização das paredes, a limpeza de elementos arquitetônicos, a pintura com tinta mineral, além da recuperação de rebocos e do tratamento das esquadrias. Durante o acompanhamento da obra, foi possível identificar a necessidade de intervenções pontuais em diferentes elementos, não previstas no escopo inicial da emenda impositiva, as quais estão sendo executadas como contrapartida pela própria Paróquia. Tais intervenções vêm sendo devidamente acompanhadas e orientadas pelos órgãos de proteção, de modo a garantir não apenas a preservação dos elementos afetados, mas também a continuidade adequada dos serviços de pintura. Os serviços apresentam evolução satisfatória, com manutenção adequada das medidas de proteção ao acervo e ao mobiliário.

“O trabalho desenvolvido reforça o compromisso do poder público com a preservação do patrimônio histórico de Congonhas, aliando investimento, acompanhamento técnico e responsabilidade institucional. A conservação da Igreja Matriz representa a valorização da memória, da identidade e da história local, garantindo que esse importante legado cultural permaneça vivo para as futuras gerações”, explica a diretora de Patrimônio Histórico da Prefeitura de Congonhas, Ana Flávia Lino Leite.

Durante a obra, a equipe técnica da Diretoria de Patrimônio Histórico manteve monitoramento contínuo das intervenções, em conjunto com a Paróquia e a empresa executora, visando a assegurar a durabilidade dos serviços realizados e a adequada preservação do imóvel. Com origem no século 18, a partir de uma capela que foi sendo ampliada ao longo do tempo, a igreja acompanhou o crescimento do antigo arraial minerador e se consolidou como o principal núcleo da vida religiosa local. Dedicada à Nossa Senhora da Conceição, devoção profundamente enraizada no período colonial, a matriz desempenhou papel fundamental na organização social, urbana e espiritual da comunidade, mantendo sua relevância até os dias atuais.
Um ato simbólico foi realizado para marcar a entrega da pintura e obras complementares, nessa quinta-feira (15/04), e contou com a participação do pároco da igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, padre Mauro Lúcio de Carvalho, e outros representantes da Paróquia; do prefeito Anderson Cabido e sua equipe de Governo; representantes da empresa Terracota – Arquitetura Vernacular e Restauração LTDA, responsável pela execução dos serviços iniciados em janeiro de 2026; entre outros convidados.

O padre Mauro Lúcio lembra que aquela é a casa da padroeira de Congonhas, possuindo grandes estrutura física e importância religiosa, histórica cultural. Daí a necessidade de cuidados frequentes. “As paredes estavam muito sujas, devido ao tempo e à poeira que nós temos em Congonhas. Então, graças a Deus, conseguimos chegar a conclusão dessa obra com essas parcerias estabelecidas e celebradas. Neste ato simbólico, agradecimento a Deus, à Prefeitura de Congonhas, aos nossos dizimistas e à vereadora Patrícia Monteiro. Esta ação tem duas relevâncias: a religiosa e a histórica. Certamente passaram por aqui figuras importantes como é o caso de nosso estimado bispo Dom Silvério, filho de Congonhas, o primeiro bispo negro da história do nosso País”. Figuras como Manuel Francisco Lisboa, seu filho Antônio Francisco Lisboa (o Aleijadinho), Francisco Xavier Brito e Francisco Vieira Servas também deixaram sua arte naquele templo católico.
O prefeito Anderson Cabido ratifica as palavras do religioso, ao afirmar que o patrimônio histórico carece de ações permanentes de manutenção e conversação. Caso contrário, o dano pode se tornar irreversível. Por isso, elogiou a comunidade, da qual fazem parte os dizimistas, pela capacidade de engajamento e mobilização, liderada pelo padre Mauro Lúcio, e à vereadora Patrícia Monteiro, por atuar em favor dos templos religiosos da cidade.

O prefeito lembrou também que foi durante sua presidência na Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais (ACHMG) que surgiu o PAC Cidades Históricas, após a entidade propor ao Governo Federal a criação de um programa específico para cuidar dos bens tombados e suas ambiências históricas. “Congonhas, a cidade contemplada com o maior número de ações do programa do Governo Federal, conseguiu requalificar a Alameda das Palmeiras, o Centro Cultural da Romaria, restaurar os elementos artísticos da Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, da Igreja de N. Sra. do Rosário e da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, além de ser presenteada pelo Iphan com o Teatro Dom Silvério Gomes Pimenta.
Conforme apontado nos relatórios técnicos, a última intervenção de maior porte relacionada à pintura interna da igreja ocorreu no âmbito das obras do PAC Cidades Históricas, iniciadas em 2015 e concluídas em 2017. Anderson relembrou outras ações ainda no seu primeiro Governo, realizadas em parceria com o programa Monumenta, do Governo Federal, e com a Arquidiocese de Mariana, que garantiram a preservação dos sítios históricos de Congonhas, inclusive a reforma estrutural da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.
Já a vereadora Patrícia Monteiro, autora da emenda impositiva que possibilitou custear a pintura interna da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, afirmou: “Para mim, é uma alegria muito grande estar aqui na Matriz, bairro em que cresci, fui batizada, fiz a primeira comunhão, me casei e, agora, ter esta oportunidade, por meio da vereança, de poder dedicar minhas emendas impositivas ao patrimônio da nossa cidade. Mais de 80% das emendas do meu Gabinete estão destinadas à preservação do patrimônio histórico, cultural e religioso. Uma parte [destes recursos] já recuperou o telhado da Igreja do Rosário, agora ficou pronta a pintura interna da Matriz e já será liberada a pintura externa. Também já foi possível pintar aquela fachada toda do Hotel Colonial [de propriedade da Basílica], assim como destinar ações à Paróquia de São José Operário. Então preservar a nossa história é o mais importante, porque nossas memórias estão aqui. Esta é uma forma de retribuir todo o carinho recebido de Deus através destas emendas impositivas”.
Por Secretaria de Comunicação/Prefeitura de Congonhas
















