Teve início na manhã desta terça-feira, 12/09, no Fórum de Conselheiro Lafaiete, o júri popular do casal suspeito de queimar um homem vivo na cidade. O corpo Wesley Rodrigues Pereira, de 36 anos foi encontrado carbonizado em maio de 2021 no local conhecido como Morro do Pink Floyd.

Em agosto do mesmo ano, a mulher, de 34 anos, foi localizada e presa na cidade de Ibirité e o homem, de 28 anos, em Ouro Branco.
As investigações
No dia seguinte ao aparecimento do corpo carbonizado, a polícia foi informada sobre o desaparecimento de Wesley que segundo familiares, não teria comparecido ao trabalho no dia anterior e nenhuma notícia sobre seu paradeiro havia sido recebida até então.
Como resultado das investigações, a equipe de policiais civis passou a monitorar dois suspeitos e, em uma das inúmeras diligências empreendidas, foi possível comprovar o envolvimento de ambos na morte de Wesley. As provas técnicas colocaram o casal suspeito no mesmo local da vítima momentos antes e durante o crime, além da apreensão de galões de combustível na residência da suspeita.
Ainda segundo a Polícia Civil, o exame antropológico comparativo concluiu que o corpo carbonizado se tratava da pessoa desaparecida e o laudo pericial final constatou que a morte da vítima se deu por carbonização. As provas periciais ainda demonstraram que a vítima foi queimada viva e teria sido sedada antes disso, com emprego de medicamento. Tais circunstâncias demonstram a gravidade e crueldade do homicídio.
À época, a delegada responsável pelo caso, Elenita Pyramo, destacou que a sedação com posterior carbonização da vítima, queimada viva demonstraram a intenção dos investigados em dificultar ou impossibilitar a apuração das causas e a identificação do cadáver. Não obstante tais fatos, o diligente trabalho investigativo e pericial da Polícia Civil de Minas Gerais apurou a causa da morte e autoria do crime, inclusive o emprego prévio de medicamento para sedação da vítima.
















