Vereadora Gina Costa cobra funcionamento de câmaras frias nas unidades de saúde de Lafaiete

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O funcionamento das câmaras frias utilizadas para o armazenamento de vacinas e medicamentos voltou a ser alvo de cobrança da vereadora Gina Costa durante sessão ordinária da Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete. A parlamentar chamou atenção para uma situação que, segundo os relatos obtidos durante as fiscalizações realizadas pela Comissão de Saúde, se repete em diferentes unidades da rede municipal: os equipamentos não estão funcionando.

A Vereadora Gina Costa.

A preocupação não é recente. Ainda na primeira semana de seu mandato, antes mesmo das fiscalizações realizadas pela Comissão de Saúde, Gina esteve em uma unidade que também era utilizada como depósito e encontrou diversas câmaras frias armazenadas no local. Segundo a vereadora, nenhum dos equipamentos estava em funcionamento. Em uma visita posterior, as câmaras já não estavam mais no espaço.

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Desde então, a situação passou a ser acompanhada de perto pelo mandato. Com as fiscalizações realizadas pela Comissão de Saúde, Meio Ambiente e Saneamento Básico, da qual Gina Costa faz parte ao lado dos vereadores Arlindo Leiteiro e Roger Diêgo, a parlamentar voltou a encontrar o problema em diferentes unidades de saúde, encontrando apenas uma unidade de saúde com a câmara fria em funcionamento.

É impressionante, nenhuma funciona”, afirmou Gina durante a sessão, destacando que a ausência desses equipamentos não representa apenas uma questão de estrutura física, mas pode interferir diretamente na prestação dos serviços de saúde.

Um dos impactos apontados está relacionado à aplicação de vacinas. Sem as câmaras frias em funcionamento, as vacinas precisam ser acondicionadas em caixas e encaminhadas às unidades apenas em determinados dias da semana. De acordo com o relato apresentado pela vereadora, isso faz com que os postos concentrem a vacinação em apenas dois dias, aumentando a procura nesses períodos e sobrecarregando equipes que já mantêm uma rotina diária de atendimentos.

A situação também alcança medicamentos que dependem de condições adequadas de armazenamento. Durante a fiscalização, foi relatado à Comissão que um carregamento inteiro de insulina precisou ser descartado em razão de problemas relacionados ao acondicionamento. Para Gina, o episódio evidencia a dimensão do problema, tanto pelo prejuízo material quanto, principalmente, pelo impacto que o descarte de medicamentos pode representar para a população que depende deles. “É uma tristeza a gente saber que a medicação tem que ser jogada fora. Estamos falando de um recurso público que deveria chegar ao paciente e que acaba sendo perdido porque não temos uma estrutura adequada para conservar aquilo que foi comprado para cuidar da saúde das pessoas.”, afirmou a vereadora.

Para Gina Costa, garantir que a estrutura básica da rede esteja funcionando é parte essencial da qualidade do atendimento público. “A população não pode ser prejudicada por uma estrutura que existe, mas não está funcionando. Nosso papel é fiscalizar, apontar o problema e cobrar a solução. E é isso que estamos fazendo, porque quando uma pessoa procura uma unidade de saúde, ela não está procurando apenas um prédio. Ela está procurando cuidado, atendimento e uma resposta do poder público.”

A questão das câmaras frias segue entre os pontos acompanhados pela Comissão de Saúde, dentro do trabalho de fiscalização das condições estruturais e do funcionamento dos serviços oferecidos à população de Conselheiro Lafaiete.

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