Filme de Conselheiro Lafaiete ganha prêmio especial na 5ª edição do CineBaru

O filme “Trindade”, do diretor Rodrigo Meireles, foi um dos ganhadores da 5ª edição do CineBaru – Mostra Sagarana de Cinema. O anúncio foi feito na sessão de encerramento da Mostra, no domingo, 02/05. “Trindade” ganhou o Prêmio Aquisição SescTV, fruto de uma parceria que a mostra mantém com o SescTV há quatro anos.

Trindade, a personagem é uma mulher de Conselheiro Lafaiete que fez da religião arma pacífica para vencer o preconceito, a opressão e o vício do alcoolismo. Maria Trindade faleceu no dia 10 de abril, aos 75 anos, vítima de câncer. Ela foi a primeira mulher lafaietense a ingressar no AA (Alcoólicos Anônimos) onde após também desenvolveu trabalho voluntário.

O prêmio consiste no licenciamento da obra para o canal SescTV, o canal cultural do Sesc por um período de 24 meses e com o valor de R$ 4 mil reais. A mostra também premiou outros curtas-metragens. O prêmio de melhor filme pelo Júri Técnico foi dado a duas obras pela primeira vez em cinco anos. Um deles é “Sonhos no chão, sementes da educação”, do diretor Lucas Bois (MG) que conta a história da reintegração de posse no acampamento quilombo Campo Grande, em Campo do Meio (MG), destruindo uma escola e os sonhos de centenas de pessoas.

O outro foi “Reduto”, do diretor Michel Santos (BA), que traz o olhar do diretor sobre seu encontro com o cinema e a possibilidade de ressignificar seu olhar sobre sua cidade natal, Luís Eduardo Magalhães, a capital nacional do agronegócio. O CineBaru distribuiu ainda menções honrosas para os filmes “Ângela”, da diretora Marília Nogueira (BA), e “Meia lata d’água ou lagarto camuflado”, do diretor Plínio Gomes (BA).

Neste ano, a mostra contou com a inscrição de 135 produções audiovisuais. Foram selecionados 36 curtas-metragens, sendo 27 filmes para a Mostra Competitiva Regional e 9 filmes para a Mostra Sertãozin (infantojuvenil). A curadoria e o júri, ambos compostos por integrantes da equipe e convidadas externas, teve um olhar especial para filmes dirigidos e/ou protagonizados por mulheres, negras, negros, indígenas e LGBTQIA+.

Financiamento – Para custear a produção do CineBaru e fortalecer as ações em prol da democratização do cinema no território baiangoneiro, a mostra segue com a campanha de financiamento coletivo (acesse aqui). O CineBaru – Mostra Sagarana de Cinema também tem o apoio financeiro da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e do Governo Federal, via Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc – LAB.

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