Sociedade Musical Santa Cecília comemora 135 anos de fundação

A Sociedade Musical Santa Cecília, de Conselheiro Lafaiete completa neste domingo, 22/11, o aniversário de 135 anos de fundação.

Conheça a história.

A Corporação Musical Santa Cecília, de Conselheiro Lafaiete é hoje uma das bandas de música mais antigas de Minas Gerais. No dia 06 de maio de 1885, quando Conselheiro Lafaiete era denominada Queluz de Minas, alguns cidadãos, sentindo a falta de uma banda de música para abrilhantar os festejos religiosos, uma vez que já existia na cidade a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, criada paróquia no ano de 1709, além da existência de mais duas igrejas, dedicadas a Santo Antônio, edificada no morro do mesmo nome e a de Nossa Senhora do Carmo, na avenida Nossa Senhora do Carmo, atual Avenida Prefeito Mário Rodrigues Pereira, bem próximo da Escola Estadual “Domingos Bebiano” se uniram para realizar seus sonhos.

Esses abnegados cidadãos, em número de dezoito e somados a outros amigos da música, procuraram o famoso músico da época, morador da cidade, de nome Antônio Orozimbo, também conhecido como “Antônio Cabeça”, apelido recebido por ser muito inteligente no trato com a música. A partir dessa data, os ensaios eram constantes, acontecendo as reuniões sempre na casa do senhor Antônio, localizada no Beco do Quinquim, atual rua Francisco Lobo, bairro Santo Antônio.

Corporação Musical Santa Cecília é uma das mais antigas de Minas.

A Corporação Musical recebeu o seu nome, dedicado a Santa Cecília, em homenagem à patrona da música. Não se tem conhecimento se naquela época já existia uma diretoria formada, mas se sabe que o primeiro regente foi o senhor Antônio Cabeça, principal incentivador da corporação. As reuniões e ensaios passaram a ser realizados em locais diversos, na casa de um participante ou de um amigo componente do grupo, pois não possuíam uma sede própria. Posteriormente esteve sediada na rua Assis Andrade, em seguida na rua Horário de Queiróz e finalmente na sua sede própria, na rua Tavares de Melo.

Sana Cecília, padroeira dos músicos.

A criação da Sociedade Musical Santa Cecília se confunde com a criação da banda de música. Porém, o certo é que a sociedade nasceu em função da banda musical, comemorando o seu centenário no ano de 1985. No ano de 1907, foi convocada pelo então presidente, José Afonso da Silva, uma Assembléia para tratar de assuntos diversos, inclusive quanto à admissão de sócios, participando os seguintes músicos e diretores: Antonino Di Giuzzepe Fazzio, tendo funcionado como secretário o senhor Caetano Balbino da Silva, Sebastião da Cruz, José Cândido Meireles, José Beraldo de Menezes, José da Silva, Oliveiros de Souza Lima, José Tolentino e Evaristo Balbino da Silva.

Em 14 de janeiro de 1912, para elaborar os estatutos da Sociedade Musical Santa Cecília no exíguo prazo de 15 dias, foi nomeada uma comissão composta pelos senhores Severino José Ferreira, José Afonso da Silva e Aquiles Rodrigues Albuquerque. Sob a regência do Mestre José Alexandre Ramos, em 1913, a Banda fez seu primeiro toque fora da cidade, apresentando-se no lugar denominado Miguel Burnier, Distrito do município de Ouro Preto, por ocasião da inauguração dos altos fornos da Companhia Siderúrgica ali existente. Nessa ocasião, apresentou-se com o seu primeiro uniforme. Nesse ano também foi criada a sua escola de música, sob a direção de Aquiles Braga.

Em 1917, foi levada a efeito a construção da primeira parte da sede social da Sociedade Musical Santa Cecília, local onde ainda hoje funciona. A escritura do terreno da sede, com a construção já pronta da primeira parte, foi passada, tendo assinado o documento o Sr. e Sr.ª. Homero Seabra e D. Olímpia Maia Seabra, ex-proprietários; José Francisco Marselha, João José dos Santos e Wellington Nemézio de Meireles, pela sociedade. A compra do terreno importou em 900$000 (novecentos mil reis), pagos em duas prestações, sendo 500$000 em dinheiro e 400$000 em documentos.

Em 1927, em Assembléia Geral Extraordinária, realizada em 26 de agosto, foi aprovado o Estatuto, a fim de que a Sociedade Musical adquirisse personalidade jurídica, da que consta da ata onde se encontra transcrito na íntegra o estatuto então aprovado. Na mesma Assembléia foi solicitada autorização para a construção da segunda parte do prédio (parte final) que foi concedida.

Em 1954, ano do Congresso Eucarístico de Conselheiro Lafaiete, sob a batuta do maestro Cândido Lana, a Corporação Musical esmerou-se nos preparativos para suas apresentações. Através de uma campanha – Livro de Ouro – foram levantados os recursos para a compra do novo uniforme, todo branco, que foi muito aplaudido em suas apresentações em público.

No dia três de julho de 1960, a Corporação Musical Santa Cecília participou de um concurso de bandas do interior, em Belo Horizonte, disputando com outras diversas bandas famosas. Ficou classificada em segundo lugar, tendo sido contemplada com o troféu “Amintas de Barros”, ex-prefeito de Belo Horizonte.

Segundo consta de assentamentos, a Banda Musical já contou com os seguintes maestros: Antônio Orozimbo (Antônio Cabeça), que foi o primeiro. Antônio Di Giussepe Fazzio, maestro que veio diretamente da Itália para reger a Banda. José Alexandre Ramos, Cândido Lana, Francisco Tolentino, José Calixto Tolentino, Edson José Dias, Rafael Cássio Veloso e Wamberto Juventino Nascimento (atual). Hoje, a Banda de Música Santa Cecília conta com 45 músicos.

A Banda Musical também já contou com diversos regentes interinos, sendo eles: Christóvam Barbosa, Silvério Doroteu Machado, Josias Roberto Dias, Benedito Paulino, Sílvio Pinto, Aristóteles Cezarino, Geraldo Silva, José Dionísio de Almeida e Sebastião Florisbelo. Para a formação de novos músicos, a banda tem uma escolinha, que gratuitamente forma jovens e adultos que se interessam em aprender a música e os instrumentos musicais específicos.

Em três de julho de 1960, a Corporação Musical Santa Cecília foi classificada em segundo lugar no concurso de Bandas do Interior, em Belo Horizonte, recebendo o troféu “Amintas de Barros”. Não se sabe ao certo em que ano, em virtude do animadíssimo festejo carnavalesco desta terra, surgiu a idéia de criar a parte recreativa da Sociedade, realização coroada de êxito alguns anos depois.

A Corporação Musical já participou de inúmeros festivais de bandas do interior e diversas apresentações, inclusive participou de um festival em Brasília, quando Tancredo Neves tomaria posse como Presidente da República. A Corporação Musical Santa Cecília nunca recebeu ajuda financeira de qualquer entidade pública, exceto, a partir de 1964, quando foi criada uma lei de benefícios e ela passou a receber dos cofres municipais uma pequena subvenção, atualmente não recebendo mais.

As despesas da corporação são cobertas pelas apresentações efetuadas e pelas contribuições mensais de seus sócios. Em 22 de novembro de 1962, a Sociedade Musical Santa Cecília promoveu a inauguração de seu novo prédio.


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