Na noite desta terça-feira, a comunidade do Alto Maranhão se reuniu na Escola Municipal Dona Caetana Pereira Trindade para uma conversa articulada pela Prefeitura de Congonhas, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, com o apoio do vereador Eduardo Ladislau, o Eduardo do Maranhão. O principal tema da reunião foi o caso do envenenamento de cães e gatos na comunidade.

De forma voluntária, representantes das forças de segurança estaduais participaram do encontro e apresentaram atualizações sobre as investigações, que já se encontram em estágio avançado. A expectativa é de que o inquérito seja concluído ainda neste mês de julho, como destaca João Luís Lobo, secretário de meio ambiente e mudanças climáticas da prefeitura de Congonhas: “Tivemos um encontro muito importante aqui no Alto Maranhão, com as forças de segurança presentes e de forma muito empenhada. Essas forças de segurança demonstraram, por meio de uma investigação que durou pouco mais de 10 dias, que se conseguiu chegar a um nome. E a prefeitura está acompanhando, sempre de muito perto essas investigações e ajudando, assim como a própria população, que vem apoiando o trabalho de investigação e então hoje estamos felizes e esperançosos, pois muito em breve esse suspeito será apresentado à justiça. E o que nós desejamos é que esse crime não fique impune e essa tragédia sirva de exemplo para que as pessoas entendam que atentar contra a vida dos animais gera consequências graves para quem o faz.”

Os representantes também realizaram uma palestra de conscientização sobre o papel da comunidade na vigilância e na proteção aos animais, destacando a importância da participação da população tanto na identificação de suspeitos quanto na prevenção de crimes dessa natureza. Moradores que tiveram seus animais envenenados e mortos, demonstraram grande satisfação em ver que a polícia está fazendo seu trabalho e estão confiantes que, ao ser identificado, o suspeito terá que pagar na justiça pelo crime que cometeu.
A legislação brasileira prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda de animais para quem praticar maus-tratos contra cães e gatos, conforme a Lei nº 14.064/2020, que alterou a Lei de Crimes Ambientais. Além das consequências criminais, o responsável pode responder civilmente pelos danos causados.
















